Cirurgia na Adolescência - Dr. Ricardo Gozzano
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Cirurgia na Adolescência

Quando se fala em cirurgia plástica em adolescentes, parece algo fora da realidade não é mesmo? Mas não é, os adolescentes brasileiros se submetem cada vez mais a cirurgias plásticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% no número de procedimentos entre jovens de 13 a 18 anos.

A lipoaspiração é a cirurgia mais feita (foram 211 mil procedimentos só em 2011), seguida do implante de silicone nas mamas. A regra vale tanto para adultos quanto para adolescentes. Nos meninos, os procedimentos mais procurados são a ginecomastia (redução das mamas que crescem demais) e a cirurgia para corrigir a orelha de abano.

Ao contrário do que todos pensam, não há idade mínima para se fazer uma cirurgia plástica, cada caso tem de ser avaliado separadamente. O importante é avaliar a evolução física do paciente, pois há adolescentes com 14 anos que já possuem corpo biológico de adulto. 

Mas o que tem que ser avaliado? 

Em primeiro lugar o pediatra clínico e o cirurgião plástico devem avaliar o nível de crescimento e maturação. Na menina, em geral isso acontece dois a três anos depois da primeira menstruação. Já no menino é mais difícil definir o início da puberdade, por isso é preciso avaliar cada caso com o objetivo de se atingir um julgamento cirúrgico adequado. Além disso devem ser valorizados aspectos como: inserção social; estabilidade emocional; auto-estima e auto-imagem.

Deve ser levado em consideração que o fenômeno da Internet modificou os objetivos e expectativas dos adolescentes de todas as camadas sociais, já que o pleno acesso às mais variadas informações e a grande influência dos meios de comunicação criaram novos modelos e modismos em curtos períodos de tempo. Cirurgia plástica é assunto sério e deve ser avaliado com cautela tanto pelos adolescentes quanto pelos responsáveis legais.

Apesar de todos esses dados técnicos, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica orienta que cirurgias em menores de 18 anos sejam exceções, cada caso deve ser analisado a fundo e com cautela.

Desta forma, os pais, médico pediatra ou especialista, e o cirurgião plástico devem formar um conselho multidisciplinar e avaliar todos os benefícios e consequências. Se o bem estar do menor, quer no âmbito social, físico e até mesmo de saúde estiverem comprometidos, deve ser aberto uma exceção. Caso contrário aguardar a formação completa do corpo sempre será a melhor opção.